Um drama chamado colcha de retalhos

Lá no Eu Suspiro, fiz alguns posts contando sobre a minha vontade de confeccionar uma colcha de retalhos. Contei/mostrei todo o processo do projeto – e que processo longo! Muitos retalhos cortados, depois costurar eles e por fim unir todos. Quem lembra?

Se não me engano, comecei a fazer ela no final do ano passado. Depois disso, várias pessoas pediram pra eu mostrar o resultado e nunca mais toquei no assunto. O motivo? Pior ideia da história. Foram várias as razões. Primeiro que eu nunca havia feito uma colcha, ou unido essa quantidade imensa de retalhos – e como boa sagitariana ansiosa quis começar pelo mais difícil. Segundo, o tamanho dela era CASAL. Sim. Pra que começar fazendo uma mantinha pro inverno se posso fazer um edredom queen quentinho e pinterest inspired? A cereja do bolo foi costurar esse verdadeiro trambolho junto à uma manta acrílica grossa em pleno verão de TRINTAECINCOGRAUS. Durante o processo todo eu só conseguia me sentir como esse meme:


Uni todos os retalhos, coloquei eles com a manta, consegui a muito custo passar uma costura entre os retalhos (pra ficar aquele aspecto fofinho entre eles) e na hora de alinhavar o verso da colcha (que era com um tecido inteiro liso aindabem) com a parte estampada, era tanta coisa que desisti. Já estava exausta, suada e arrependida. Enrolei e deixei guardado num canto. Se transformou no meu elefante branco. Me incomodava muito, pois sou a rainha de começar mil coisas e no fim não terminar nenhuma. Isso vale pra tricô, bordado e claro, costura. Até que na semana passada recebi a visita da minha mãe.

Quem não tem o prazer de conhecê-la fica aqui a explicação pra entender o que essa visita significa: além de ser muito organizada, minha mãe tem uma energia que nem a ciência explica. Ela só para pra descansar depois de ter feito todas as tarefas do dia, independente da sua finalidade. A palavra procrastinação tem medo da minha mãe. Deu pra sentir o nível?

Ao ver a tal colcha enrolada, ela só disse: “Tu precisa terminar isso”. Alinhavou tudo o que faltava e deixou prontinho só pra eu costurar. E lá fui eu. Passei a costura nos quatro lados, finalizei e ainda fiz um acabamento – bem meia boca diga-se de passagem – com viés. Pudera né, nunca tinha colocado viés, mas pra primeira experiência até que deu pra enganar.
Esse aspecto de amassado é permanente, pois quando fui passar uma costura entre as fileiras dos quadradinhos afim de deixar o aspecto fofinho como comentei ali em cima, ela se repuxou bastante. A máquina não aceitou muito bem a fibra muito grossa, e como a costura deveria passar exatamente na linha (pra ficar decente), eu precisava necessariamente deixar a parte estampada pra cima e a fibra pra baixo. E como é muito pesada é extremamente difícil costurar no meio dela. Dá pra perceber o tamanho do drama que pode envolver uma simples colcha de retalhos? Essa seta na foto é pra mostrar o viés que usei pro acabamento.

O que achei do resultado: Poderia ser muito pior. Antes do viés eu estava considerando colocar ela dentro de uma capa de edredom e esconder bem escondida. Depois de pronta já estou achando que vai ser ótimo ter mais uma coberta pra oferecer às visitas no auge do inverno (ela ficou MUITO quentinha). Preferi deixá-la guardada, pois ela é estampada demais e estou numa fase de preferir coisas mais neutras. Nem precisa me perguntar a razão de eu não ter pensado nisso ANTES de querer uma colcha de RETALHOS COLORIDOS. Essa sou eu, inventei isso sem pensar muito. Agora, o que aprendi com a colcha: NÃO começar pelo nível mais difícil, ninguém começa pelo chefão. Espantar mais a palavra procrastinação da minha vida e pensar um pouco mais no processo e não somente no resultado.

Pra quem estava curioso, esse foi o final da saga colcha. Espero conseguir trazer outras ideias e aventuras minhas na costura, mas com o resultado mais positivo que esse. E antes que eu me esqueça: Valeu, mãe! ♥

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2 comentários sobre “Um drama chamado colcha de retalhos

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