Querido diário: Junho

Embora eu esteja com a velha sensação de que o ano está passando muito rápido, senti também que aproveitei muito esse mês que termina hoje. Consegui administrar melhor meu tempo, ainda que não seja o ideal, como eu realmente gostaria, pelo menos consegui visualizar uma evolução de um mês para o outro.

  • De cabeceira:
    Resolvi que não ia terminar mais um mês sem abrir um livro sequer. Pra iniciar a maratona o escolhido foi Caixa de Pássaros, e a resenha tá aqui no post de baixo. Foi ótimo começar (ou recomeçar) por esse livro, a história prende bastante, acabei lendo muito rápido e me empolgando pra já engatar o próximo. O do momento é A Verdade sobre o Caso Harry Quebert, mas esse vai demorar bem mais, já que tem praticamente o dobro do tamanho. To no início e já estou gostando.
  • Maratona:
    Embora eu tenha amado muito Mr. Robot e indicado pra todo mundo, a série amor desse mês foi Glow. A protagonista Alison Brie trabalhou em outra série que amo muito, Mad Men e fazia um personagem que eu sempre gostei. Depois, vi vários filmes que ela atuou e estou ensaiando pra dar uma chance a Community, outra em que ela participa. Além de ter uma atriz que virei fã, Glow se passa na minha década favorita…os anos 80! Esperei ansiosa pela estreia e assisti tudo no mesmo dia. Uma segunda temporada, por favor!
  • Balde de Pipoca:
    Dentre os filmes que vi o grande destaque foi O que terá acontecido a Baby Jane? É old, é preto e branco, mas não fiquem com preconceito. Simplesmente assistam. Uma obra prima do cinema! Experiência completa é aproveitar o seriado recém lançado Feud, que conta a briga entre as duas atrizes protagonistas durante a produção do filme (e antes disso). Por enquanto foi só o primeiro episódio, mas é tão bom que minhas expectativas estão altas! Teve também O bebê de Bridget Jones. Essa personagem me acompanhou em diversos momentos e comprei inclusive a fita (sim, VHS) do primeiro filme pra ter em casa. O que achei do último? É bacana, engraçado, e foi legal ver um fim ao ciclo de aventuras, amores e enrascadas dela, mas nem se compara com a qualidade do primeiro!
  • Na Web:
    O canal da Karina Belarmino é ótimo pra quem gosta do mundo das costurices! Além de fofa, é super engraçada.
  • Arranhei o Disco:
    é apenas maravilhosa e montaria até fã clube. Aquele momento que todas as músicas são boas e é difícil escolher apenas uma!

  • J. Child inspired:
    Esse mês fui pouco pra cozinha, comemos bastante fora e uma das melhores experiências (like always) do mes foi o The God’s Burguer na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. A foto é da nossa primeira ida por lá, já que quando o hambúrguer chega eu sempre devoro antes de lembrar da foto.
  • Item divo:
    Pra substituir meu protetor solar da Nivea que acabou, comprei esse da marca Anasol que serve também como BB Cream Anti Acne. To gostando bastante. Em breve resenha completa no @rainhasdapechincha.
  • Newletter:
    Como disse no post da saia, casei no civil! Tem foto do look no post, e foto dos dois felizões no cartório no insta! Segue lá: @kat_farias. Mas pra gente, o “oficial” só é daqui dois meses. Contagem regressiva.
  • Inspiração:
    Thais Farage!

Book: Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Tem livros que a gente quer que a história termine logo, porque não aguenta mais. Tem outros que são tão bons, que quando nos apegamos aos personagens não queremos que acabe nunca. E tem livros como Caixa de Pássaros que são tão bons que não vemos a hora de acabar pra descobrir logo o desfecho. De cara conhecemos a protagonista Malorie, uma mulher na casa dos 20 anos com dois filhos pequenos em um mundo pós apocalíptico. No início não se sabe o que causou tudo isso, mas seja o que for, para sobreviver, as pessoas não podem olhar para rua. Ela busca encontrar um local mais seguro pra eles, mas precisa enfrentar um caminho cheio de perigos, e pra garantir que nada aconteça, é essencial que os três estejam vendados. Alternando os capítulos entre passado e presente, sabemos que aquela história começou 4 anos antes, quando ela descobriu que estava grávida. Aos poucos conhecemos também outros personagens e como fizeram pra se adaptar a essa nova realidade que todo mundo desconhece e que ninguém pode de fato ver.

Com uma narrativa objetiva, mas sem ser superficial, o autor – nesse que é seu romance de estreia – consegue passar um clima de sufocamento, claustrofobia. É angustiante demais! Não senti medo, como achei que sentiria. Senti desconforto, e tristeza, muita tristeza. Impossível não nos colocarmos constantemente no lugar de Malorie e pensar como reagiríamos se de fato acontecesse algo daquele tipo. Confesso que evito muito filmes com a temática “fim do mundo”. Desastres naturais, apocalipses zumbis… essas coisas geralmente me causam pesadelos depois. E o que acontece nesse livro é com certeza uma das piores hipóteses já cogitadas.

A escrita é super acessível e a leitura fluiu tanto que consegui concluir em dois dias. É um bom livro.

Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Nota: ♥♥♥

 

Só mais um episódio: Mr. Robot


De todos os blogs que sempre visito e resenhas de séries que sempre leio, nunca vi nada sobre MR. Robot. Fui saber da existência durante a premiação de um Emmy, onde o protagonista Rami Malek levou pra casa o prêmio de Melhor Ator em Série Dramática. E estava indicada por tudo: Golden Globe (2016 e 2017), Screen Actors… Afinal quem/o que é Mr Robot? Onde vive? Do que se alimenta? Sabia que envolvia uma narrativa mais tecnológica, mas o que chamou minha atenção foi apenas o quanto ela estava em evidência e sempre tiveram outros argumentos mais fortes que esse pra assistir outras séries que apareciam no caminho.

Não sei vocês, mas sempre que termino a maratona de uma série que gosto muito, não só fico deprimida quando acaba, como me sinto meio perdida. Do tipo “tá e agora?”. Num primeiro momento quero assistir algo com a mesma temática. Só quando percebo que não vai rolar é que desisto e procuro algo promissor pra me conquistar logo de cara. Sabe aquelas que só engrenam lá pelo 5º episódio? Esse nunca é o momento ideal pra começar uma dessas. E foi com o fim da 13ª temporada de Grey’s Anatomy que fiquei andando em círculos decidindo o que veria. E eis que a lâmpada do meu cérebro acendeu e a ideia de conferir o tal Mr. Robot apareceu. Eu sei que sou prolixa, sei mesmo, mas nesse caso essa explicação era bem necessária pra ilustrar por quanto tempo negligenciei essa série que só consigo definir com essa palavra florida e cheia de classe: foda.Primeiro: Seja uma pessoa sábia e não saia pesquisando adoidado sobre Mr. Robot. A primeira temporada tem apenas 10 episódios e cada um deles reserva um susto, um plot twist de deixar o queixo lá embaixo. E pra manter toda essa adrenalina, o ideal é que os spoilers se mantenham o mais longe possível. De maneira confiável e sem furos, deixa eu contar a sinopse: Elliot é um técnico de informática que trabalha numa empresa que protege a parte tecnológica de grandes empresas, evitando assim invasões de hackers e afins. Acontece que ele é na verdade um hacker, e sua rotina consiste basicamente em trabalhar, ir à psicóloga e hackear a vida privada de pessoas que conhece. Elliot sofre de paranoia, depressão, tem problemas pra se relacionar com as pessoas (entre outros que vamos conhecendo depois) e por conta disso, tem apenas uma amiga de infância no seu circulo – se é que pode se chamar assim – social.

Um detalhe importante e que faz bastante diferença no seriado, é a comunicação do protagonista com o telespectador. Não é naquele sentido filme do Woody Allen, onde rola um diálogo “com a câmera”. Aqui nesse caso, Elliot vai conversando dentro de seus pensamentos como se houvesse outra pessoa escutando ou vendo as mesmas coisas que ele. É bem interessante e só ratifica o seu comportamento confuso e exaltado. Tentei ser o mais sucinta possível evitando dar algum furo, mas tentando transmitir minha empolgação com essa que é – na minha humilde opinião – uma das melhores séries que já assisti. É bem feita, super produzida, tem atuações incríveis, dá um nó na cabeça, e nos faz ter eternamente dúvidas se o nosso antivírus realmente funciona. Mr. Robot é simplesmente foda.

 

 

Deu Saia!

A primeira peça que confeccionei no curso de costura foi uma saia. O modelo era com pregas e não precisava de molde. Depois de quase dois anos, me pergunta se eu sei reproduzir a mesma e a resposta vai ser: nem ideia. No curso ainda fiz macaquinho, vestido e blusinhas. Aprendi também a tirar molde a partir das revistas de modelagem mas confesso que além de morrer de preguiça (dá um certo trabalho), a maioria não sei fazer sozinha ou não me agradam mesmo. O que eu realmente fiz bastante depois do curso (essencial pra eu começar a ter noções reais de costura) foi saia godê.

A maratona de Mad Men rolando solta (figurino repleto de saias godês) somados à minha afinidade com a década de 50: gente, eu fiz saia godê adoidado. Dei de presente, fiz pra mim mesma, pra minha mãe, pra minha irmã. Mas é o que dizem (não sei quem exatamente mas tá coberto de razão), a prática leva a perfeição. Claro que meu acabamento ainda não é perfeito e acho que até lá minha máquina de costura ainda terá que trabalhar muito, mas a última que fiz pra usar no meu casamento do civil ficou num nível bem mais alto do que as anteriores. Não tenho fotos de todas, pois não costumo fotografar look do dia a dia, mas consegui compilar vários momentos (festivos) que já usei com a mesma saia. Essa azul foi feita com uma renda que comprei num saldão de tecidos e foi mais ou menos R$ 14,00 por 1 metro e meio (pechincha). Como não sei colocar forro, comprei uma daquelas sainhas (tipo anágua) e sempre uso por baixo. O meu sapato favorito (e mais confortável da vida) presente em todos os looks é apenas um detalhe a parte. Resumindo: só variei a blusa – e o penteado!

A blusa da foto do meio é produção minha também! Essa saia azul faz sempre sucesso, mas é porque modéstia parte é realmente linda e a coitada já tá quase andando sozinha de tanto uso – como deu pra perceber. Esse tipo dela é o godê duplo e pra aproveitar bem o tecido, usei a técnica de deixar ela sem costura e depois cortar apenas onde vai ser colocado o zíper. Segui o passo a passo nesse blog aqui. Existe uma maneira de fazer godê simples e sem molde, mas embora tenha visto o procedimento – mais de uma vez – nunca consegui reproduzir. Eu preciso sempre do molde! Aprendi como fazer ele no Cortando e Costurando. Aqui tem o molde dela dupla e aqui dela simples.

A saia nude é a que usei no meu casamento no civil e foi feita com um tecido chamado jacquard. Embora não seja perceptível na foto, ele é cheio de formas geométricas bem sutis. A da direita é com um tecido semelhante a um linho mais grosso e quentinho, e fiz ela super inspirada no figurino da Betty Draper. Fina, grossa ou de renda (curta, midi, longa), o legal do godê é que dá pra criar a partir de qualquer tecido – a mudança vai ser apenas a fluidez da peça no resultado final. Mesmo sendo sempre o mesmo modelo é a versatilidade dele que permite usar de jeitos completamente diferentes, e pra mim essa é a graça: um toque vintage num look moderno.

No instagram da @lolaafarias tem esses dois registros com saias produzidas por mim: a da esquerda de algodão e a da direita de viscose. Eu ainda quero muito fazer outros cursos nessa área da costura, de preferência um que se preocupe em ensinar detalhes e acabamentos e outro mais completo de modelagem pra que me permita criar o próprio molde da peça que imagino e que não existe ainda. Mas enquanto não faço, vou me virando com o que sei. E sobre isso preciso dizer: O youtube é um lugar magnífico pra aprender a fazer peças de roupas, além de truques ótimos pra facilitar a vida de quem não domina 100%. Além disso, tem alguns sites igualmente maaara também. O meu favorito é o da modelista e costureira Marlene Mukai. Ela disponibiliza infinitos moldes e embora uns exijam um conhecimento maior que os outros, muitos são bem simples. E todos são fáceis de reproduzir pro papel, já testei um e deu super certo, mas isso é assunto pra outro post. Como praticamente líder do fã clube das apaixonadas por saia godê finalizo meu manifesto com esse link: um board completo de looks com a tal peça. Segue lá!

Querido diário: Maio

É a primeira vez do Dear Month aqui no Margarida. É um projeto lançado pelo grupo das DC que consiste em elencar o melhor daquele mês que está por terminar. Por um lado meu mês de Maio passou voando, por outro pareceu ter 60 dias. Depende do ponto de vista!

  • De cabeceira:
    Mais um mês sem terminar nenhum livro! Nos últimos tempos comecei 3 e não dei continuidade. Shame on me. Nem preciso dizer que quero mudar isso o quanto antes né? E de preferência terminar algum desses 3. Me ajuda, Junho!
  • Maratona:
    Livro não parou na minha mão, mas em compensação o controle da TV no Netflix… Em 3 dias maratonei Las Chicas del Cable com uma amiga que estava hospedada aqui em casa. Essa série é espanhola, original da Netflix e ambientada em Madri na década de 20, com 4 mulheres bem diferentes entre si como protagonistas. Com um ar meio de novela, me conquistou desde o primeiro episódio. E a trilha sonora que nada tem a ver com a época é ótima. Também consegui ver o que faltava pra completar a 13ª temporada de Grey’s Anatomy. Eu realmente não consigo entender quem nunca deu uma chance a essa série. É uma das minhas favoritas da vida! E sim, tem mil spoilers pipocando pela internet, a autora mata personagens queridos (não se preocupe, sempre surgem outros mais queridos ainda), mas vale a pena. Vale muito!! Ah, mais uma! Assisti toda a 2ª temporada de Sense 8. Sem palavras. Convenci minha mãe a assistir e ela está viciada!
  • Balde de Pipoca:
    Pra responder essa, eu sempre vou no meu Filmow consultar. Rolou O idiota do meu irmão que é uma comédia fofinha, daquelas beeem leves que deixam a gente feliz no final. Disponível no Netflix. E teve Corra! que é um suspense/terror bem peculiar. Assisti mais motivada pela Alisson Williams (Marnie, de Girls) mas achei bem perda de tempo.
  • Na Web:
    Não ando frequentando nenhum blog assiduamente, mas assisti vários videos no Youtube da Joutjout e da Vic Ceridono.
  • Arranhei o disco:
    Meu novo cantor favorito do momento se chama BØRNS.

  • J. Child inspired:
    No primeiro friozinho do ano resolvi fazer sopão de legumes – pela primeira vez. Coisa mais fácil e quentinha. Piquei batata doce, batata baroa, cenoura, e moranga. Deixei ferver infinitamente, temperei com sal e pimenta, e quando tudo já havia praticamente se desmanchado, coloquei capeletti, afinal pra que ser light quando se pode adicionar um carboidrato. Ficou muito gostoso, rendeu pra janta-almoço-janta e semana passada já fiz de novo.
  • Item divo:
    Máscara de cílios exagerada da Quem Disse Berenice. Comprei meu segundo frasco. Aliás, já conhecem o @rainhasdapechincha? Vou fazer resenha do rímel essa semana por lá.
  • Próximos planos:
    Ler mais, seguir na facul e dar conta de todos os planos e preparativos que estão a caminho.
  • Newsletter:
    Esse mês foram os 30 anos dele, e conseguimos reunir quase toda a família. Teve risadas, teve cerveja, e teve velinhas num pedaço de carne. Foi ótimo! Falando nisso, cabe aqui mais um J.Child inspired. De sobremesa, peguei essa receita aqui do Panelaterapia e minha mãe colocou nas forminhas de cupcake. Antes de assar, em alguns coloquei um branquinho (tem que se prestar a fazer o branquinho, deixar esfriar e enrolar) dentro da massa e em outros além do branquinho, coloquei Bis picado. Tem que ser antes do forno! Ficou tão bom que quando o aniversariante resolveu comer, já tinha acabado.
  • Inspiração:
    Minha inspiração desse mês foi minha mami. Ela já é minha inspiração todos os dias, mas esse mês foi especial. Teve visita dela e muuuita ajuda, conselhos, apoio. ♥

Deu pra perceber que o próximo mês já é a metade de 2017?

Um drama chamado colcha de retalhos

Lá no Eu Suspiro, fiz alguns posts contando sobre a minha vontade de confeccionar uma colcha de retalhos. Contei/mostrei todo o processo do projeto – e que processo longo! Muitos retalhos cortados, depois costurar eles e por fim unir todos. Quem lembra?

Se não me engano, comecei a fazer ela no final do ano passado. Depois disso, várias pessoas pediram pra eu mostrar o resultado e nunca mais toquei no assunto. O motivo? Pior ideia da história. Foram várias as razões. Primeiro que eu nunca havia feito uma colcha, ou unido essa quantidade imensa de retalhos – e como boa sagitariana ansiosa quis começar pelo mais difícil. Segundo, o tamanho dela era CASAL. Sim. Pra que começar fazendo uma mantinha pro inverno se posso fazer um edredom queen quentinho e pinterest inspired? A cereja do bolo foi costurar esse verdadeiro trambolho junto à uma manta acrílica grossa em pleno verão de TRINTAECINCOGRAUS. Durante o processo todo eu só conseguia me sentir como esse meme:


Uni todos os retalhos, coloquei eles com a manta, consegui a muito custo passar uma costura entre os retalhos (pra ficar aquele aspecto fofinho entre eles) e na hora de alinhavar o verso da colcha (que era com um tecido inteiro liso aindabem) com a parte estampada, era tanta coisa que desisti. Já estava exausta, suada e arrependida. Enrolei e deixei guardado num canto. Se transformou no meu elefante branco. Me incomodava muito, pois sou a rainha de começar mil coisas e no fim não terminar nenhuma. Isso vale pra tricô, bordado e claro, costura. Até que na semana passada recebi a visita da minha mãe.

Quem não tem o prazer de conhecê-la fica aqui a explicação pra entender o que essa visita significa: além de ser muito organizada, minha mãe tem uma energia que nem a ciência explica. Ela só para pra descansar depois de ter feito todas as tarefas do dia, independente da sua finalidade. A palavra procrastinação tem medo da minha mãe. Deu pra sentir o nível?

Ao ver a tal colcha enrolada, ela só disse: “Tu precisa terminar isso”. Alinhavou tudo o que faltava e deixou prontinho só pra eu costurar. E lá fui eu. Passei a costura nos quatro lados, finalizei e ainda fiz um acabamento – bem meia boca diga-se de passagem – com viés. Pudera né, nunca tinha colocado viés, mas pra primeira experiência até que deu pra enganar.
Esse aspecto de amassado é permanente, pois quando fui passar uma costura entre as fileiras dos quadradinhos afim de deixar o aspecto fofinho como comentei ali em cima, ela se repuxou bastante. A máquina não aceitou muito bem a fibra muito grossa, e como a costura deveria passar exatamente na linha (pra ficar decente), eu precisava necessariamente deixar a parte estampada pra cima e a fibra pra baixo. E como é muito pesada é extremamente difícil costurar no meio dela. Dá pra perceber o tamanho do drama que pode envolver uma simples colcha de retalhos? Essa seta na foto é pra mostrar o viés que usei pro acabamento.

O que achei do resultado: Poderia ser muito pior. Antes do viés eu estava considerando colocar ela dentro de uma capa de edredom e esconder bem escondida. Depois de pronta já estou achando que vai ser ótimo ter mais uma coberta pra oferecer às visitas no auge do inverno (ela ficou MUITO quentinha). Preferi deixá-la guardada, pois ela é estampada demais e estou numa fase de preferir coisas mais neutras. Nem precisa me perguntar a razão de eu não ter pensado nisso ANTES de querer uma colcha de RETALHOS COLORIDOS. Essa sou eu, inventei isso sem pensar muito. Agora, o que aprendi com a colcha: NÃO começar pelo nível mais difícil, ninguém começa pelo chefão. Espantar mais a palavra procrastinação da minha vida e pensar um pouco mais no processo e não somente no resultado.

Pra quem estava curioso, esse foi o final da saga colcha. Espero conseguir trazer outras ideias e aventuras minhas na costura, mas com o resultado mais positivo que esse. E antes que eu me esqueça: Valeu, mãe! ♥

Primeiro post!

Acho que posso começar falando sobre o Eu Suspiro. Criei ele no meio de 2014, pra me fazer companhia numa cidade nova em que eu ficava boa parte do dia sozinha. Depois disso, seguiu me acompanhando até… domingo, mais precisamente. Me ajudou a exercitar a criatividade, a escrita. Possibilitou que eu me aventurasse nesse mundo colorido e desafiador de criar layouts e um pouco de programação, totalmente sozinha. E como gostei desse mundo! Mas mais do que isso, o Eu Suspiro fez com que eu conhecesse pessoas incríveis e fizesse amizades que sei que vou levar para o resto da vida.

Ele se manteve no WordPress por um ano, até que resolvi comprar o domínio e torná-lo .com. Ano passado, eu já estava postando bem menos do que inicialmente mas optei por renovar, pois o apego era grande. Até que 2017 chegou, e nosso orçamento mais do que restrito me obrigou a fazer uma escolha: Renovar o plano e me comprometer de postar ou… voltar pro WordPress. A minha escolha está bem óbvia, e ela aconteceu por eu não poder – ou não querer – que postar assiduamente se tornasse uma obrigação. Acho que a graça de ter um blog é justamente ter essa tela em branco me esperando quando a inspiração aparece e não precisar me esforçar. Simplesmente deixar fluir quando o momento aparece.

O lado ruim foi abrir mão de todos os posts já escritos, os comentários recebidos, e dá uma dorzinha no coração não poder revisitar posts antigos sempre que quiser. O lado bom é que assim como comprar uma agenda no início do ano é equivalente a ter um novo mundo de possibilidades, um blog novo também é. Algumas coisas não mudarão. Impossível fugir das resenhas de séries, falar dos meus filmes favoritos e compartilhar minhas wishlists. Outras quero diferente. Fazer do Margarida um blog pessoal de verdade,  trocando experiências – ou quem sabe tutoriais, desabafando mais, e me desafiando a escrever coisas que sempre tenho vontade mas que em alguns momentos minha zona de conforto não permite.

Embora os canais do Youtube estejam em evidência e boa parte dos blogs com esse caráter pessoal que eu gosto estejam passando por fases semelhantes a minha: sem atualização periódica, eu não penso que a blogosfera cairá em desuso ou no esquecimento. Muito pelo contrário. Minha teoria é de que enquanto houver quem escreve, haverá quem esteja do outro lado interessado em ler.

E esse nome esquisito? Queria inicialmente uma referência a algum filme querido, mas não consegui evoluir muito nessa ideia. Depois foi a vez de pensar em coisas que eu gostava, que me remetiam felicidade, conforto. Margarida é uma das minhas flores favoritas e adoro quando consigo ver várias reunidas. Tangerina (ou melhor, bergamota) é uma das frutas que mais amo. De maneiras simples quando uni as duas palavras senti que fez sentido, soou bem e rapidinho foi o nome escolhido. Sem delongas, bem objetivo. Confesso que achei auspicioso. Demorei dias e dias até escolher o Eu Suspiro.

Promessas são fáceis de fazer e sobre manter minhas postagens já fiz muitas. Sigo com o tempo corrido, mas quero muito conseguir encaixar o blog nessa correria e voltar de vez. Pelo menos, empolgação tem.

Quem vem junto nesse novo espaço?