Baita Casório II parte: Decoração


Quando ficamos noivos a ideia era esperar bastante tempo pra casar, e só começar a fechar fornecedores quando estivéssemos bem estáveis financeiramente. Despretensiosamente comecei a pesquisar lugares que tivessem a possibilidade de realizar uma cerimônia ao ar livre, e descobri que fazer o casamento em Santa Catarina sairia bem mais caro do que casar no Rio Grande do Sul. Embora sejamos gaúchos, o ideal seria casar onde moramos né? Pois é. No meio dessas pesquisas, em Março de 2016 conheci o Sítio Babylônia, localizado em Viamão (ao lado de POA) e decidimos solicitar um orçamento. Aproveitando uma ida para Porto Alegre, agendamos a visita e fomos conhecer.

O que não esperávamos é que iríamos nos encantar com o local e nos surpreender positivamente, pois era muito mais lindo pessoalmente do que nas fotos. O resultado: Saímos de lá empolgados e pensando em todas as possíveis alternativas pra fecharmos com eles. Não demorou pra decidir a data e bater o martelo de vez! Como o salão tem o ar todo rústico, e possui esses elementos, vi que não haveria a necessidade de investir taaanto na decoração e junto ao Pinterest amigo, busquei inspirações pra esse estilo de casamento.


Nas mesas optei por não ter toalhas, e tinham apenas o sousplat. No centro, uma madeirinha com um vidro (desses de conserva) e as flores. As cores da decoração eram: azul, branco e champagne, e alguns pontos do verde. Entrou na composição também duas mini velas. Essa referência eu achei de muuuitos jeitos e estilos no Pinterest. Uma bem clássica é amarrar o vidro com uma rendinha, ou um papel rendado. Aqui só tinha um fio de sisal com um pingente com as nossas iniciais em MDF e amarramos na boca do vidro.


A mesa de doces era de pallets com mosquitinhos no meio, e esse coração de rolhas foi feito por mim mesma, inspirada no casamento da Lu Ferreira. Arrecadamos rolhas de tooodas as pessoas e todo mundo se mobilizou pra juntar, então foi como se tivesse um pedacinho de cada um que nos ajudou a montar esse coração imenso. Eu acho bem importante tirar foto com todos os convidados, e pra não tirar nas mesas, a decoradora montou esse cenário com voil, luzinhas e mosquitinhos. Nem precisa dizer que amei, já que sou a louca das luzinhas. Os suportes pros doces, assim como os do centro da mesa, foram comprados numa madeireira. Depois levei pro meu avô que tem 85 anos de muita disposição e ele lixou tudinho! Pra fazer os suportes altos, colamos um tronquinho entre eles com aquela cola super power de madeira e funcionou perfeitamente. Como o bolo era muito grande e não estava conseguindo encontrar um disco desse tamanho, encomendei o suporte dele numa loja do Elo 7. Gente, e sobre o bolo foi unânime: elogios pra todos os lados. Melhor da vida! Não vejo a hora de poder encomendar mais coisas dessa confeitaria. Os docinhos também estavam uma delícia! Eram de três confeitarias diferentes, sendo que uma delas é vegana (confesso que achei os docinhos veganos ainda melhores que os comuns).


Os porta retratos com fotos do nosso pré wedding foram garimpados em antiquário pela minha mami e custaram algo entre R$ 10,00 e R$ 20,00 os menores e o maior era empréstimo dela. Acho que dá pra considerar esse o meu something borrowed. Inicialmente eu queria que os noivinhos fossem de madeira e personalizados, mas esse é um trabalho artesanal que é muito delicado, consequentemente deixando ele com um valor elevado. Por isso, escolhemos os mini porta retratos (comprados no enjoei) com as nossas fotos de quando criança.
O que eu aprendi escolhendo a decoração do casamento:
– Primeiro de tudo é: Definir o estilo do casamento;
– Confiar muito no responsável pela decoração;
– Não comprar tudo pronto. Foi muito bom ver que a decoração era composta também por coisas feitas por nós.
– As coisas só se tornam definitivas efetivamente na véspera. Não ia conseguir ter minha flor favorita porque Agosto não é época, mas nos 45 do segundo tempo um calor forte tomou conta no meio do Inverno, e os fornecedores tinham disponíveis Hortênsias Azuis, .
– Pesquisar MUITO. E quando achar que já pesquisou suficiente, pesquisar mais. A indústria de casamentos é quase infinita, então sempre há um novo fornecedor pra descobrir.
– A união faz a força! Todo mundo quer colaborar como pode pra esse dia tão importante. Foi muito especial contar com o apoio/disposição das pessoas.

No último post mostro algumas fotos da festa e deixo os contatos de todos os fornecedores e profissionais que estavam presente nesse dia inesquecível.

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Pelo Mundo: Buenos Aires – Parte II

Uma das coisas que mais fizemos em Buenos Aires, mais até do que tomar vinho, foi caminhar. Rolou em alguns momentos pegar táxi, mas como queríamos ver a cidade, na maioria do tempo caminhamos. O lado bom é que de fato conseguimos ver muitas coisas, mas a consequência é que nos cansamos mil vezes mais. No terceiro dia levantamos tarde, chamamos um táxi (o segredo aqui pra evitar golpes, é pegar aqueles que fazem parte de grupos da Rádio Táxi, e como trabalham pra uma empresa grande, possuem identificação) e fomos para o Museu Evita. Começamos o passeio almoçando no restaurante do museu que tem uma comida simplesmente incrível. Fico salivando só de ver essa foto.

O primeiro filme que assisti no cinema foi Evita, e mesmo pequena sem entender efetivamente a história, fiquei muito encantada desde então. E sou até hoje. Então a ida ao museu estava nos meus planos já fazia muito tempo. Por ser uma exposição com fatos históricos, conforme a visita vai avançando, vamos entrando dentro daquela história e dos 7 anos em que Eva Perón esteve na sua carreira política. Depois que mergulhamos na vida do casal Perón, as duas últimas salas são tocantes e sensíveis, mostrando seu velório e como foi que ela se tornou uma figura imortalizada na memória dos argentinos.


Dali, fomos a pé até o MALBA, o Museu de Arte Latinoamericano. Mais uma experiência sensacional. Lá abriga não só o quadro mais famoso da Tarsila (Abaporu), mas o “Autoretrato com macaco e papagaio” da Frida Kahlo. Além de outras tantas obras maravilhosas! A exposição temporária do último andar, era da fotógrafa americana Diane Arbus e era gigante e linda. Amei muito. Mas confesso, que nessa altura já estava super cansada. A ideia inclusive, era sair do MALBA e ir a pé até o Museu Nacional de Belas Artes, mas quando cruzamos na frente, já estávamos acabados. Optamos por ir se arrastando até o famoso Cemitério da Recoleta. Pra quem procura a sepultura da Evita, não é muito simples de achar, não tem placa explicando onde chega, mas sempre tem grupo de turistas pela volta. Chegamos no hotel igual dois zumbis e dormimos até a hora da nossa reserva no restaurante Elena. Esse é um restaurante que escolhemos anteriormente, não só pelos reviews cheio de elogios, mas pelo nome da nossa afilhada, exatamente como se escreve. Ele fica dentro do hotel Four Seasons, e foi uma experiência digna de lua de mel. De sobremesa, um souflê com creme de avelã apenas perfeito.

Na manhã seguinte nos organizamos pra tomar um café da manhã reforçado e chamamos um táxi pra ir ao Caminito. O Bairro La Boca é um bairro bem simples, humilde, por isso acaba exigindo um cuidado a mais na segurança. O Caminito, é na minha opinião, o lugar mais turístico da cidade toda. Em meio aquelas barraquinhas de artesãos, shows de tango dentro de restaurantes, sósias do Maradona, casais customizados como dançarinos de tango, há todo o tipo de coisa pra deixar seus pesos argentinos. E fiquem de olho, pois há muitos que são oportunistas. Por isso, ficamos apenas um pouco e em seguida fomos a pé pra Bombonera.

O estádio do Boca Juniors é imponente, imenso e pra quem gosta de futebol – nem que seja apenas um pouquinho – vale demais a visita. Tem um museu muito bacana, e o passeio com guia deixa a experiência completa. Ficamos mais ou menos 1h30 lá dentro, e depois conseguimos um táxi que nos levou até a Igreja Ortodoxa Russa no bairro San Telmo. Eu sou a louca da Rússia e tenho sonhos dourados de conhecer o país. Aí, quando soube que tinha uma igreja típica em Bsas, tratei de ir. Fuén fuén fuén. Ok, é bonita, mas estava fechada e não consegui conferir por dentro. Voltamos a pé pra casa (roubada total, mais de 30 quadras) e jantamos mais tardeno restaurante Aldo’s. Embora a comida seja muito boa, o atendimento foi um pouco desagradável e acabou sendo o único restaurante de lá que não gostamos por completo. Semana que vem eu volto pra contar como foram os últimos dias, mas já quero voltar é pra lá!

Pelo Mundo: Buenos Aires – parte I

O título desse post tem uma pretensão deveras ambiciosa que existirão outros nesse estilo, com outras informações, com outras dicas, de viagens que farei o quanto antes. Então por enquanto, vamos ficar na torcida, embora infelizmente não possa dar garantias.

Buenos Aires não foi a primeira opção de destino para Lua de Mel. Nós, viciados em Narcos, queríamos era ir pra Colômbia. Mas como casamento geralmente é algo que deixa um rombo na conta bancária bem maior do que o planejado no início, Buenos Aires entrou na jogada rapidinho assim que vimos que teríamos como gastar menos e nos divertir/aproveitar igual. Nenhum dos dois nunca tinha ido, e depois de muito pesquisar passagens e hotéis, fechamos com os hermanos.

Dia 29/08 embarcamos no voo POA – Bsas direto (pelas Aerolíneas Argentinas o trecho dura 1h30) e aterrizamos por volta das 15h.  Todo mundo vive dizendo o quão propício a golpes são os táxis argentinos, principalmente aqueles que ficam de prontidão nos aeroportos/rodoviárias. Pensando nisso, optamos por contratar um “serviço de transfer” através do hotel mesmo. Aí tinha uma moça nos esperando com o nome do marido (me senti super phyna) na saída e fomos com o carro dessa companhia direto pro hotel. Mais seguro, e sem chance de nos darem notas falsas, alterar taxímetro ou qualquer outra possibilidade. Diferente do que li nos blogs, sobre trocar os pesos no aeroporto, optamos por fazer essa troca depois de deixar as coisas no hotel, pois a cotação lá é sempre mais alta e o translado do aeroporto só era pago no chekout, logo não precisaríamos necessariamente ter pesos num primeiro momento.

Localização e hospedagem: Numa viagem estilo turística/mochileira com certeza teríamos escolhido um apartamento massa no Airbnb, só que como dessa vez a proposta era lua de mel, um hotel e suas regalias combinavam bem mais. Eu sou toda cagona com limpeza de hotéis, furtos e essas maluquices que lemos por aí, então escolhemos o Casa Calma Hotel que era muito bem avaliado pelo Trip Advisor. Sábia escolha, a hospedagem foi nada menos que incrível. Ele fica localizado entre os restaurantes/pubs mais bem falados do TripA, próximo ao Obelisco e muito perto da Galerias Pacífico (lá é a casa de câmbio que fazíamos as trocas).


O cansaço da viagem (embora seja rápida, cansa) somado ao meu resfriado pós casamento nos obrigou a ter um primeiro dia mais tranquilo. Conhecemos a Galerias Pacífico, fizemos um lanche por lá em uma rede fast food de pizzas, alguns alfajores, e terminamos a noite tomando chopp e comendo papas fritas no The Temple Bar que ficava bem próximo ao hotel.


No segundo dia, tomamos o café da manhã na cama (o hotel maravilhoso oferecia esse serviço sem nenhum custo a mais), e fomos a pé até a Casa Rosada. De lá, adentramos o famoso bairro San Telmo pra ir até a estátua da Mafalda. Quem me conhece bem sabe o quanto amo essa personagem e sua turminha de amigos, afinal o livro Toda Mafalda que tem todas as suas tirinhas já publicadas foi o primeiro livro que ganhei em Feiras do Livro, com 8 anos. Encontrar ela foi com certeza uma das coisas pelas quais eu estava mais ansiosa! Na volta, almoçamos (um restaurante bem simples que não lembro o nome, mas a fome era tão grande que entramos em qualquer um que aparentasse ser no mínimo razoavelmente bom) e seguimos a pé até Porto Madero. Voltamos super exaustos, mas fazer passeios andando tem seu valor né? É o que possibilita fazer parte da cidade efetivamente. Ainda sobrou energia pra jantamos num pub chamado Shout bem próximo ao hotel e que adoramos. A dica que dou é fazer reservas nos restaurantes (quando há a opção) pelo próprio Trip Advisor. Em alguns casos rola até desconto.

No total ficamos uma semana, sendo que nos últimos dois/três dias meu resfriado piorou e junto veio uma sinusite super forte. Mas não tem problema (na real tem, vou ter que ficar 10 dias tomando antibiótico porque voar com sinusite desencadeou uma otite), embora tenha faltado coisas pra fazer, conseguimos aproveitar muito, conhecer coisas incríveis e por isso ainda tem muita coisa pra contar aqui. Em seguida volto com a segunda parte da viagem!

Baita Casório – I parte: Convite Padrinhos

É oficial, fiquei três meses sem aparecer por aqui! E dessa vez não era falta de vontade ou falta de assunto, era falta de tempo. Como disse antes, casamos no civil em Junho. Já moramos juntos a quase 4 anos, e bom, é tempo suficiente pra se considerar casados, né? Só que pra oficializar, quisemos fazer uma cerimônia pra familiares e amigos mais próximos. Então, mesmo depois do civil, só agora depois do “pagão” (nossa cerimônia não tinha nenhuma religião definida) é que estamos nos considerando casados de verdade.

Não vou mentir, antes de casar já rolava uma pastinha do Pinterest com coisas relacionadas a casamento e era algo que eu tinha vontade de fazer desde pequena. Mas ter vontade e gostar de ir em casamentos nem se compara em organizar o próprio. Então como é esse o assunto que ficou mais em evidência no meu cotidiano nos últimos 1 ano e 6 meses, achei que seria válido compartilhar e registrar tudo aqui. Aliás, foram inúmeros os posts e troca de ideias nessa blogosfera que muito me ajudaram em diversos aspectos.

Pra iniciar essa série de posts, decidi falar do convite dos padrinhos. Desde o início queríamos fazer só madrinhas pro meu lado, e só padrinhos pro lado dele. Então, os convites teriam que ser separados. Esse foi um momento que mergulhei fundo no Pinterest pra procurar coisas originais, baratas, e bacanas. E olha, quando o orçamento é apertado não é fácil decidir. O primeiro martelo batido: as madrinhas teriam uma paleta de cores em tons de azul pra escolher seu vestido. Sendo longo, o modelo poderia ser qualquer um, mas a cor foi arbitrária mesmo. Claro que eu pesei algumas coisas: a pessoa odiar a cor e ter que gastar com um vestido (que geralmente não é barato), ter que sair a procurar algo de uma cor específica e que nem sempre é aquele que vestiu melhor, dificuldade em encontrar… enfim! Foram vários poréns. O que me fez manter a decisão: a singularidade do momento, e a confiança de que as madrinhas iriam entender esse momento. No fim, embora não tenha sido muito fácil pra nenhuma delas, todas foram muito compreensivas, conseguiram com sucesso, e estavam divando de azul.

Pra reduzir gastos, e aproveitando o meu conhecimento em design gráfico, confeccionei os convites e mandei imprimir. Com um furador, furei as laterais das páginas e no das mulheres amarrei uma fita mimosa azul e no dos homens, uma preta. Colocamos informações dos trajes (os homens também tinham um traje específico), algumas dicas, e afins. Vale dizer que optamos por não escolher um tom de gravata igual ao tom dos vestidos das madrinhas, e acho que no nosso contexto de cores o resultado ficou bem mais bacana. Optamos apenas por uma cor que ornava com a paleta.


Não apenas pela questão dos custos, mas queria poder colocar a mão na massa em tudo que fosse possível. Por isso, pra elas, resolvi bordar o nome de cada uma, de maneira bem personalizada, e com a ajuda da minha avó, costuramos saquinhos. Dentro de cada saquinho tinha o convite e um creme (valeu a pena ficar de olho nas liquidações nas marcas que gosto). Já eles, recebiam uma caixa de MDF preta, que dentro tinha o convite (diferente do delas, a personalização deles era direto no convite) e embaixo a gravata, o suspensório e um charuto. Pra bordar 10 saquinhos demorei bastante, mas todo o tempo investido não se compara ao trabalho que deram as caixinhas. Elas foram compradas na cor crua, e eu e uma tinta spray PRETA nos encontramos no banheiro de casa, pra pintar cada uma delas. O problema é que não só a caixa ficou preta. O vaso ficou preto. A pia ficou preta. O chão ficou preto. Eu fiquei preta. Sério. Ai vem a pergunta: Mas e a proteção antes de pintar? Mesmo forrando a maioria das coisas com papel pardo, isso e nada foi a mesma coisa. Até a geladeira que fica NA COZINHA inexplicavelmente mudou de cor também. Já que eram 11 caixas, consegui terminar de pintar no pátio da minha avó (ao ar livre, como deveria ter feito desde o início), e depois ainda lixamos pra ficar com um aspecto mais rústico. Deu trabalho, mas o resultado compensou muito.


A melhor parte dos convites foi a reação das pessoas quando ganhavam. Foi sensacional, todos adoraram. Outra questão era: qual momento entregar (nem precisa dizer que a minha ansiedade era entregar o mais rápido possível, né?) e acabamos por optar entregar entre 6 e 7 meses antes conforme nos encontrávamos com as pessoas, pra dar tempo hábil das madrinhas procurarem ou mandarem fazer seus vestidos, e pra conseguirmos entregar pessoalmente durante as férias. Sim, porque tem mais esse pequeno detalhe. Não só estávamos longe da maioria dos padrinhos/madrinhas, como organizamos todo o casamento a 500km de distância. Mas isso eu conto mais pra frente.

Querido diário: Junho

Embora eu esteja com a velha sensação de que o ano está passando muito rápido, senti também que aproveitei muito esse mês que termina hoje. Consegui administrar melhor meu tempo, ainda que não seja o ideal, como eu realmente gostaria, pelo menos consegui visualizar uma evolução de um mês para o outro.

  • De cabeceira:
    Resolvi que não ia terminar mais um mês sem abrir um livro sequer. Pra iniciar a maratona o escolhido foi Caixa de Pássaros, e a resenha tá aqui no post de baixo. Foi ótimo começar (ou recomeçar) por esse livro, a história prende bastante, acabei lendo muito rápido e me empolgando pra já engatar o próximo. O do momento é A Verdade sobre o Caso Harry Quebert, mas esse vai demorar bem mais, já que tem praticamente o dobro do tamanho. To no início e já estou gostando.
  • Maratona:
    Embora eu tenha amado muito Mr. Robot e indicado pra todo mundo, a série amor desse mês foi Glow. A protagonista Alison Brie trabalhou em outra série que amo muito, Mad Men e fazia um personagem que eu sempre gostei. Depois, vi vários filmes que ela atuou e estou ensaiando pra dar uma chance a Community, outra em que ela participa. Além de ter uma atriz que virei fã, Glow se passa na minha década favorita…os anos 80! Esperei ansiosa pela estreia e assisti tudo no mesmo dia. Uma segunda temporada, por favor!
  • Balde de Pipoca:
    Dentre os filmes que vi o grande destaque foi O que terá acontecido a Baby Jane? É old, é preto e branco, mas não fiquem com preconceito. Simplesmente assistam. Uma obra prima do cinema! Experiência completa é aproveitar o seriado recém lançado Feud, que conta a briga entre as duas atrizes protagonistas durante a produção do filme (e antes disso). Por enquanto foi só o primeiro episódio, mas é tão bom que minhas expectativas estão altas! Teve também O bebê de Bridget Jones. Essa personagem me acompanhou em diversos momentos e comprei inclusive a fita (sim, VHS) do primeiro filme pra ter em casa. O que achei do último? É bacana, engraçado, e foi legal ver um fim ao ciclo de aventuras, amores e enrascadas dela, mas nem se compara com a qualidade do primeiro!
  • Na Web:
    O canal da Karina Belarmino é ótimo pra quem gosta do mundo das costurices! Além de fofa, é super engraçada.
  • Arranhei o Disco:
    é apenas maravilhosa e montaria até fã clube. Aquele momento que todas as músicas são boas e é difícil escolher apenas uma!

  • J. Child inspired:
    Esse mês fui pouco pra cozinha, comemos bastante fora e uma das melhores experiências (like always) do mes foi o The God’s Burguer na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. A foto é da nossa primeira ida por lá, já que quando o hambúrguer chega eu sempre devoro antes de lembrar da foto.
  • Item divo:
    Pra substituir meu protetor solar da Nivea que acabou, comprei esse da marca Anasol que serve também como BB Cream Anti Acne. To gostando bastante. Em breve resenha completa no @rainhasdapechincha.
  • Newletter:
    Como disse no post da saia, casei no civil! Tem foto do look no post, e foto dos dois felizões no cartório no insta! Segue lá: @kat_farias. Mas pra gente, o “oficial” só é daqui dois meses. Contagem regressiva.
  • Inspiração:
    Thais Farage!

Book: Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Tem livros que a gente quer que a história termine logo, porque não aguenta mais. Tem outros que são tão bons, que quando nos apegamos aos personagens não queremos que acabe nunca. E tem livros como Caixa de Pássaros que são tão bons que não vemos a hora de acabar pra descobrir logo o desfecho. De cara conhecemos a protagonista Malorie, uma mulher na casa dos 20 anos com dois filhos pequenos em um mundo pós apocalíptico. No início não se sabe o que causou tudo isso, mas seja o que for, para sobreviver, as pessoas não podem olhar para rua. Ela busca encontrar um local mais seguro pra eles, mas precisa enfrentar um caminho cheio de perigos, e pra garantir que nada aconteça, é essencial que os três estejam vendados. Alternando os capítulos entre passado e presente, sabemos que aquela história começou 4 anos antes, quando ela descobriu que estava grávida. Aos poucos conhecemos também outros personagens e como fizeram pra se adaptar a essa nova realidade que todo mundo desconhece e que ninguém pode de fato ver.

Com uma narrativa objetiva, mas sem ser superficial, o autor – nesse que é seu romance de estreia – consegue passar um clima de sufocamento, claustrofobia. É angustiante demais! Não senti medo, como achei que sentiria. Senti desconforto, e tristeza, muita tristeza. Impossível não nos colocarmos constantemente no lugar de Malorie e pensar como reagiríamos se de fato acontecesse algo daquele tipo. Confesso que evito muito filmes com a temática “fim do mundo”. Desastres naturais, apocalipses zumbis… essas coisas geralmente me causam pesadelos depois. E o que acontece nesse livro é com certeza uma das piores hipóteses já cogitadas.

A escrita é super acessível e a leitura fluiu tanto que consegui concluir em dois dias. É um bom livro.

Editora: Intrínseca
Páginas: 272
Nota: ♥♥♥

 

Só mais um episódio: Mr. Robot


De todos os blogs que sempre visito e resenhas de séries que sempre leio, nunca vi nada sobre MR. Robot. Fui saber da existência durante a premiação de um Emmy, onde o protagonista Rami Malek levou pra casa o prêmio de Melhor Ator em Série Dramática. E estava indicada por tudo: Golden Globe (2016 e 2017), Screen Actors… Afinal quem/o que é Mr Robot? Onde vive? Do que se alimenta? Sabia que envolvia uma narrativa mais tecnológica, mas o que chamou minha atenção foi apenas o quanto ela estava em evidência e sempre tiveram outros argumentos mais fortes que esse pra assistir outras séries que apareciam no caminho.

Não sei vocês, mas sempre que termino a maratona de uma série que gosto muito, não só fico deprimida quando acaba, como me sinto meio perdida. Do tipo “tá e agora?”. Num primeiro momento quero assistir algo com a mesma temática. Só quando percebo que não vai rolar é que desisto e procuro algo promissor pra me conquistar logo de cara. Sabe aquelas que só engrenam lá pelo 5º episódio? Esse nunca é o momento ideal pra começar uma dessas. E foi com o fim da 13ª temporada de Grey’s Anatomy que fiquei andando em círculos decidindo o que veria. E eis que a lâmpada do meu cérebro acendeu e a ideia de conferir o tal Mr. Robot apareceu. Eu sei que sou prolixa, sei mesmo, mas nesse caso essa explicação era bem necessária pra ilustrar por quanto tempo negligenciei essa série que só consigo definir com essa palavra florida e cheia de classe: foda.Primeiro: Seja uma pessoa sábia e não saia pesquisando adoidado sobre Mr. Robot. A primeira temporada tem apenas 10 episódios e cada um deles reserva um susto, um plot twist de deixar o queixo lá embaixo. E pra manter toda essa adrenalina, o ideal é que os spoilers se mantenham o mais longe possível. De maneira confiável e sem furos, deixa eu contar a sinopse: Elliot é um técnico de informática que trabalha numa empresa que protege a parte tecnológica de grandes empresas, evitando assim invasões de hackers e afins. Acontece que ele é na verdade um hacker, e sua rotina consiste basicamente em trabalhar, ir à psicóloga e hackear a vida privada de pessoas que conhece. Elliot sofre de paranoia, depressão, tem problemas pra se relacionar com as pessoas (entre outros que vamos conhecendo depois) e por conta disso, tem apenas uma amiga de infância no seu circulo – se é que pode se chamar assim – social.

Um detalhe importante e que faz bastante diferença no seriado, é a comunicação do protagonista com o telespectador. Não é naquele sentido filme do Woody Allen, onde rola um diálogo “com a câmera”. Aqui nesse caso, Elliot vai conversando dentro de seus pensamentos como se houvesse outra pessoa escutando ou vendo as mesmas coisas que ele. É bem interessante e só ratifica o seu comportamento confuso e exaltado. Tentei ser o mais sucinta possível evitando dar algum furo, mas tentando transmitir minha empolgação com essa que é – na minha humilde opinião – uma das melhores séries que já assisti. É bem feita, super produzida, tem atuações incríveis, dá um nó na cabeça, e nos faz ter eternamente dúvidas se o nosso antivírus realmente funciona. Mr. Robot é simplesmente foda.

 

 

Deu Saia!

A primeira peça que confeccionei no curso de costura foi uma saia. O modelo era com pregas e não precisava de molde. Depois de quase dois anos, me pergunta se eu sei reproduzir a mesma e a resposta vai ser: nem ideia. No curso ainda fiz macaquinho, vestido e blusinhas. Aprendi também a tirar molde a partir das revistas de modelagem mas confesso que além de morrer de preguiça (dá um certo trabalho), a maioria não sei fazer sozinha ou não me agradam mesmo. O que eu realmente fiz bastante depois do curso (essencial pra eu começar a ter noções reais de costura) foi saia godê.

A maratona de Mad Men rolando solta (figurino repleto de saias godês) somados à minha afinidade com a década de 50: gente, eu fiz saia godê adoidado. Dei de presente, fiz pra mim mesma, pra minha mãe, pra minha irmã. Mas é o que dizem (não sei quem exatamente mas tá coberto de razão), a prática leva a perfeição. Claro que meu acabamento ainda não é perfeito e acho que até lá minha máquina de costura ainda terá que trabalhar muito, mas a última que fiz pra usar no meu casamento do civil ficou num nível bem mais alto do que as anteriores. Não tenho fotos de todas, pois não costumo fotografar look do dia a dia, mas consegui compilar vários momentos (festivos) que já usei com a mesma saia. Essa azul foi feita com uma renda que comprei num saldão de tecidos e foi mais ou menos R$ 14,00 por 1 metro e meio (pechincha). Como não sei colocar forro, comprei uma daquelas sainhas (tipo anágua) e sempre uso por baixo. O meu sapato favorito (e mais confortável da vida) presente em todos os looks é apenas um detalhe a parte. Resumindo: só variei a blusa – e o penteado!

A blusa da foto do meio é produção minha também! Essa saia azul faz sempre sucesso, mas é porque modéstia parte é realmente linda e a coitada já tá quase andando sozinha de tanto uso – como deu pra perceber. Esse tipo dela é o godê duplo e pra aproveitar bem o tecido, usei a técnica de deixar ela sem costura e depois cortar apenas onde vai ser colocado o zíper. Segui o passo a passo nesse blog aqui. Existe uma maneira de fazer godê simples e sem molde, mas embora tenha visto o procedimento – mais de uma vez – nunca consegui reproduzir. Eu preciso sempre do molde! Aprendi como fazer ele no Cortando e Costurando. Aqui tem o molde dela dupla e aqui dela simples.

A saia nude é a que usei no meu casamento no civil e foi feita com um tecido chamado jacquard. Embora não seja perceptível na foto, ele é cheio de formas geométricas bem sutis. A da direita é com um tecido semelhante a um linho mais grosso e quentinho, e fiz ela super inspirada no figurino da Betty Draper. Fina, grossa ou de renda (curta, midi, longa), o legal do godê é que dá pra criar a partir de qualquer tecido – a mudança vai ser apenas a fluidez da peça no resultado final. Mesmo sendo sempre o mesmo modelo é a versatilidade dele que permite usar de jeitos completamente diferentes, e pra mim essa é a graça: um toque vintage num look moderno.

No instagram da @lolaafarias tem esses dois registros com saias produzidas por mim: a da esquerda de algodão e a da direita de viscose. Eu ainda quero muito fazer outros cursos nessa área da costura, de preferência um que se preocupe em ensinar detalhes e acabamentos e outro mais completo de modelagem pra que me permita criar o próprio molde da peça que imagino e que não existe ainda. Mas enquanto não faço, vou me virando com o que sei. E sobre isso preciso dizer: O youtube é um lugar magnífico pra aprender a fazer peças de roupas, além de truques ótimos pra facilitar a vida de quem não domina 100%. Além disso, tem alguns sites igualmente maaara também. O meu favorito é o da modelista e costureira Marlene Mukai. Ela disponibiliza infinitos moldes e embora uns exijam um conhecimento maior que os outros, muitos são bem simples. E todos são fáceis de reproduzir pro papel, já testei um e deu super certo, mas isso é assunto pra outro post. Como praticamente líder do fã clube das apaixonadas por saia godê finalizo meu manifesto com esse link: um board completo de looks com a tal peça. Segue lá!

Querido diário: Maio

É a primeira vez do Dear Month aqui no Margarida. É um projeto lançado pelo grupo das DC que consiste em elencar o melhor daquele mês que está por terminar. Por um lado meu mês de Maio passou voando, por outro pareceu ter 60 dias. Depende do ponto de vista!

  • De cabeceira:
    Mais um mês sem terminar nenhum livro! Nos últimos tempos comecei 3 e não dei continuidade. Shame on me. Nem preciso dizer que quero mudar isso o quanto antes né? E de preferência terminar algum desses 3. Me ajuda, Junho!
  • Maratona:
    Livro não parou na minha mão, mas em compensação o controle da TV no Netflix… Em 3 dias maratonei Las Chicas del Cable com uma amiga que estava hospedada aqui em casa. Essa série é espanhola, original da Netflix e ambientada em Madri na década de 20, com 4 mulheres bem diferentes entre si como protagonistas. Com um ar meio de novela, me conquistou desde o primeiro episódio. E a trilha sonora que nada tem a ver com a época é ótima. Também consegui ver o que faltava pra completar a 13ª temporada de Grey’s Anatomy. Eu realmente não consigo entender quem nunca deu uma chance a essa série. É uma das minhas favoritas da vida! E sim, tem mil spoilers pipocando pela internet, a autora mata personagens queridos (não se preocupe, sempre surgem outros mais queridos ainda), mas vale a pena. Vale muito!! Ah, mais uma! Assisti toda a 2ª temporada de Sense 8. Sem palavras. Convenci minha mãe a assistir e ela está viciada!
  • Balde de Pipoca:
    Pra responder essa, eu sempre vou no meu Filmow consultar. Rolou O idiota do meu irmão que é uma comédia fofinha, daquelas beeem leves que deixam a gente feliz no final. Disponível no Netflix. E teve Corra! que é um suspense/terror bem peculiar. Assisti mais motivada pela Alisson Williams (Marnie, de Girls) mas achei bem perda de tempo.
  • Na Web:
    Não ando frequentando nenhum blog assiduamente, mas assisti vários videos no Youtube da Joutjout e da Vic Ceridono.
  • Arranhei o disco:
    Meu novo cantor favorito do momento se chama BØRNS.

  • J. Child inspired:
    No primeiro friozinho do ano resolvi fazer sopão de legumes – pela primeira vez. Coisa mais fácil e quentinha. Piquei batata doce, batata baroa, cenoura, e moranga. Deixei ferver infinitamente, temperei com sal e pimenta, e quando tudo já havia praticamente se desmanchado, coloquei capeletti, afinal pra que ser light quando se pode adicionar um carboidrato. Ficou muito gostoso, rendeu pra janta-almoço-janta e semana passada já fiz de novo.
  • Item divo:
    Máscara de cílios exagerada da Quem Disse Berenice. Comprei meu segundo frasco. Aliás, já conhecem o @rainhasdapechincha? Vou fazer resenha do rímel essa semana por lá.
  • Próximos planos:
    Ler mais, seguir na facul e dar conta de todos os planos e preparativos que estão a caminho.
  • Newsletter:
    Esse mês foram os 30 anos dele, e conseguimos reunir quase toda a família. Teve risadas, teve cerveja, e teve velinhas num pedaço de carne. Foi ótimo! Falando nisso, cabe aqui mais um J.Child inspired. De sobremesa, peguei essa receita aqui do Panelaterapia e minha mãe colocou nas forminhas de cupcake. Antes de assar, em alguns coloquei um branquinho (tem que se prestar a fazer o branquinho, deixar esfriar e enrolar) dentro da massa e em outros além do branquinho, coloquei Bis picado. Tem que ser antes do forno! Ficou tão bom que quando o aniversariante resolveu comer, já tinha acabado.
  • Inspiração:
    Minha inspiração desse mês foi minha mami. Ela já é minha inspiração todos os dias, mas esse mês foi especial. Teve visita dela e muuuita ajuda, conselhos, apoio. ♥

Deu pra perceber que o próximo mês já é a metade de 2017?